West Coast

"If you're not drinking Then you're not Playing" Anita | Brazilian teenager

Se tivéssemos consciência de que estamos m transformação, de que tudo é passageiro e pode acabar em alguns minutos - ou anos, ou décadas que seja -, não suportaríamos a pressão, não haveria espaço emocional para viver com certa normalidade.
(Ou, na ambiguidade que nos caracteriza, daríamos mais valor do que temos?)”
Lya Luft (via oxigenio-dapalavra)
São lixos em forma de pessoas.
Ao redor do meu corpo, existem espaços, espaço vazios. Não compartilhados. Sem algo ou alguém. Parece que estou assim há 1000 anos. Estou tentando, juro que estou, mas essa ideia de estar sozinha só me deixa mais pura de solidão. Buracos soltos na ruína que chamo de “eu” me assombram, diversas vezes procuro por algo bom ou intenso para me satisfazer do avesso das minhas expressões. Mas nem sempre consigo, consigo no máximo uma trepada com um “boa noite” no final e nada, nada de “eu te amo” ou “você é o amor da minha vida.” Tenho uma alma agitada, gritante, louca. Sou como essas nuvens que nós vemos desenhos, é tudo uma ilusão, eu sou uma ilusão, corrompida, desprovida de felicidade. Aqui dentro eu estou desgastada, com teias de aranhas e monstros devastados. Então quando começo a ficar deprimida, eu apenas lembro do brilho que um dia teve aqui dentro, da luz que me invadia e simplesmente um sorriso fraco invade meu rosto. Raramente isso acontece, mas com o tempo eu vou acostumando. Isso é uma arte, estou ficando louca, vendo arte na tristeza, vê se pode? Só quero que você saiba que estou vazia, desde quando você se foi. Pertencemos um ao outro. Vou dançar um pouco pra dor ir… enfim, preciso me encher de você.”
Repetidas loucuras de minha cabeça. Ana Lua. (via extinta)